quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O mundo acabou e não percebemos

Muito se tem discutido, há muito tempo, a respeito do tal "fim do mundo", do chamado dia juízo final, do Apocalipse. Já ouvimos várias vezes que o final estaria próximo, que a natureza já iniciara sua "vingança" aos desmandos dos seres humanos para com o nosso planeta. São definições bíblicas, científicas, baseadas em dados, em estatísticas, na fé, enfim... tudo muito subjetivo.

A discussão que se propõe aqui não vai por este ângulo. A bem da verdade, se olharmos bem à nossa volta, o mundo já acabou, e faz tempo! Basta pensarmos em algumas premissas básicas da convivência entre as pessoas e entre os seres vivos em geral: o amor, o respeito, o bom senso, o equilíbrio, a caridade, a preocupação com o próximo, a compreensão, e tantos outros atributos sem os quais, na minha humilde opinião, não se pode falar em comunidade estabelecida, portanto, não se pode falar em humanidade, em mundo formado por seres, já que na verdade não temos sido seres e sim objetos dos conceitos totalmente opostos ao que se espera de sobreviventes.

A partir do momento que estabelecemos o egocentrismo, o individualismo, o interesse pessoal acima de todas as coisas, demos fim ao que se deve chamar de mundo. Quando faltamos com o respeito para com nossos pais, para com os idosos, para com os animais ou para com as crianças, decretamos o fim do mundo. Fim do mundo, para mim, não é uma explosão cósmica, um cometa que atingirá a terra ou uma onda gigante que vai engolir os continentes e os países. Fim do mundo é um filho batendo num pai, é maltratar um cãozinho no meio da rua, é prostituir-se às benesses do mundo sem se importar com as dores alheias. Desde quando deixamos de ser pessoas humanas e nos tornamos robôs escravos de um único deus, o dinheiro, decretamos, efetivamente, o fim do mundo!

Mas vamos vivendo, sonhando, e esperando, ingenuamente, pelo fim do fim! 


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