sexta-feira, 18 de abril de 2008

Aniversário Sem Parabéns!


- Isabella foi vítima de esganadura dentro do apartamento;
- O assassino apertou o pescoço dela por três minutos;
- Isabella teve parada respiratória. A pulsação e os batimentos cardíacos diminuíram;
- Desmaiada, a menina foi jogada pela janela;
- A queda foi determinante para a morte;
- A causa da morte foi politraumatismo. Isabella sofreu várias fraturas;
- E teve o estado agravado pela asfixia de que foi vitima dentro do apartamento;
Fonte: Globo.com


É monstruoso, e tá virando moda! Agora estão achando “bonitinho” arrastar crianças no asfalto, ou jogá-las pelas janelas de edifícios, como se fossem coisas, lixo. É incompreensível a tal ponto, que qualquer mente sã – se é que elas ainda existem – poderia achar que estamos vivendo o apocalipse. Não há mais limites para a maldade humana, e a revolta por tudo isso é sempre menor do que a monstruosidade dos fatos. As leis garantem o “amplo direito de defesa” a pessoas que cometem assassinatos cruéis e insanos como esses. Não que qualquer assassinato não seja cruel ou insano, mas espancar, asfixiar e jogar uma criança de cinco anos de idade do sexto andar, é muito mais do que meu pobre e confuso cérebro pode atingir a nível de compreensão. E essas leis, que garantem todo esse direito de defesa de pessoas que fazem algo assim, não conseguiram garantir o direito de defesa daquela criança, que sentiu o horror de estar tendo sua jovem vida ceifada a pancadas. As leis não permitiram que ela pudesse se defender. Ela era indefesa. E vem uma equipe de conceituados advogados à nossa TV quase todos os dias pedir cautela, pedir que não julguemos antecipadamente, e dizer que “não constam provas nos autos do processo”. Hipócritas! Danem-se os processos penais, danem-se as leis, e danem-se os advogados também. Nossa revolta se acentua ainda mais ao imaginar o que aquela criança passou naquela maldita noite. Seus gritos por socorro foram insuficientes diante da mente doentia, diabólica e infeliz de um PAI e de uma madrasta. Um pai que assistiu de camarote a sua “princesa” desfalecer pelas malditas mãos humanas de sua companheira, e como se não bastasse, contribuiu para o trágico fim de uma curta existência que nada mais poderia trazer a não ser alegria.

O que é ser PAI? Minha revolta não me permite mais responder a esse tipo de questionamento. Quero apenas fazer as pessoas pensarem em que ponto pudemos chegar, e até onde poderemos ir ainda, visto que não parece ser o fim (infelizmente), e as coisas só têm piorado. A inutilidade da vida que cada vez vale menos, a fraqueza mental humana, e pior, sua maldade, e talvez pior ainda, sua frieza. Mentem, fingem, choram, e matam. E as leis garantem sua defesa, os advogados argumentam através de seus conhecimentos técnicos. Enquanto tudo isso acontece, a criança, de cinco anos de idade, perde sua vida violentamente. Onde estamos?

Fica aqui a homenagem ao aniversário de seis anos de idade da Isabella Nardoni, brutalmente assassinada por monstros que a rodeavam e sorriam para ela. E ela, com sua inocência e alegria, sorria de volta para seus assassinos, sem saber que por causa deles, jamais voltaria a sorrir.

2 comentários:

Andréia disse...

Meu coração doi só de pensar no que ela pode ter passado naquela noite! o amor das pessoas acabaram.. parece que é mais prazeroso dá lugar á raiva e ao ciumes..

concordo com a sua indignação mas acho que não devemos pagar o mau com o mau... se o que rolou naquele apartamento foi um ataque de 5 min eles ja devem estar sendo atormentados o suficiente.. os ataques alheios vem de brinde..

olha a importância de escolher bem sua familia, essa pegação que só gera filho com mãe ou sem pai ou sem mãe e sem pai que mora com a vó só tras problemas e quem mais sofre são os filhos inoscentes que só querem ser felizes e amaveis.. alguns testemunham brigas mas outros acabam pagando com a propria vida..

acho que jamais vou me esquecer dessa historia triste! .. vou tentar fazer a diferença em escolher bem os meus parceiros pra n ter que dar um pai desse nivel para os meus filhos...

Flávia Fabri Cesário disse...

Dói ver estes fatos. É inaceitável, incompreensível o que aconteceu naquela noite.
Isabella é mais um anjinho, mais uma estrelinha lá no céu!
Que a Justiça seja feita e que os verdadeiros culpados sejam punidos.