quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Onde Está?

Eu queria aquela força que me fazia deitar no chão e sorrir... queria aquela alegria que contagiava meus dias, nos momentos em que eu não me preocupava com dinheiro, trabalho, saudade, futuro, anseios. Para onde foram minhas idéias inocentes, meus desejos implícitos quase sempre realizados? Hoje parece que o horizonte se apaga diante de mim, e os motivos para seguir são sempre poucos, quase insuficientes... pergunto-me por quais motivos temos que sofrer tanto para aprender a viver neste (maldito) mundo. Bem sei que jamais terei esta resposta, mas reservo-me ao direito de demonstrar minha indignação.

Vejo os dias passando correndo, as pessoas sempre desesperadas, correndo nas ruas em busca de sua sobrevivência, do seu pão, da possibilidade mínima de sentir-se dignos. Os valores reais da vida ficaram no passado, o dinheiro, egoísmo, ganância e insegurança tomaram conta de tudo e de todos, e quase sempre encontramo-nos reféns de nós mesmos! Onde está o nosso sorriso, a nossa complacência, a nossa tolerância? Por que seguimos frequentando instituições, entidades, trabalhando, estudando, assinando contratos, se lá na frente, nada ficará a não ser a lembrança (para os outros) do possível bem que fizemos? O significado do nosso dia-a-dia torna-se simplesmente obscuro. Por que corremos tanto, se o nosso destino é um só, não importa se corramos ou caminhemos devagar?

E a felicidade, onde está? Será mesmo uma utopia, ou trata-se de um sentimento momentâneo e fulgaz? O que é ser feliz de verdade? Será que um dia saberemos, de fato? Hoje estamos felizes, amanhã tomamos uma pancada que destrói o nosso coração, e nos julgamos os seres mais desaventurados do mundo! Como o ser humano é complexo, difícil! Isso me assusta! Temo o meu, o nosso amanhã, pois estamos a cada dia mais destruíndo nossa casa, nossa vida, nossos sonhos, e, consequentemente, a nós mesmos, em troca de um tudo que mais tarde será um nada.

Não, esta não é mais uma de minhas crises existenciais. Apenas parei para pensar no motivo de nossa luta, e descobri, entristecido, que este motivo é tão irrelevante quanto a nossa própria vida, se mais tarde, não passaremos de um pó que será pisado pelos que virão depois. Creio não restar outra saída, a não ser amar, amar e amar, sem esperar reciprocidade ou recompensa, apenas amar, pois é o único legado que podemos efetivamente deixar, desta nossa pequena passagem.

5 comentários:

Paulinha Barreto disse...

se eu fosse descrever um sentimento ...descreveria assim..nas mesmas palvras...que mundo é esse onde um dia estamos feliz e outro parece que caimos no fundo do poço...!?! e ainda temos que nos adaptar a tudo isso..se é que nos adaptaremos ....

Hélio Netho; disse...

a luta diria pela sobrevivencia em muitos casos nos parece em vao. Nos perguntamos do resultado, cobramos ações e medidas para melhor a vida. Mais se nao vivemos a vida pra gente, perlo menos um terço do dia, nao adinata correr tanto para melhora-la. Buscamos uma vida melhor e nao percemos a distancia da real vida necessaria.

Pâmela Marques disse...

A gente cresce e perde um dos sonhos de criança, as estrelas nos olhos. Realmente as pessoas estão mais apressadas, cansadas e tristes, não vai mudar. Infelizmente.

Ludmilla disse...

Queridão, eu vou te contar, essa força ai está dentro de si mesmo. E sabe o que é pior? Ela se esconde às vezes tão bem que não a encontramos, mais ela sempre se cansa da solidão e aparece e você se torna forte outra vez... Quando preciso dela canto até que ela não resista a música e venha a tona. ahsuhaus entendeu alguma coisa? Beijãao.

- Lara Alves disse...

Obrigada por seus comentários no # Folha de Pimenta .
Eu adorei o que escreves.
Beijoos , voltarei sempre <3